terça-feira, 17 de julho de 2012

Permitam-me...

Resolvi hoje me dar o direito de ficar em off por algum tempo. Qdo falo ficar em off, é sair de cena, é fechar a cortina, é sentir todas as sensações de tristezas que me cabem nesse momento que estou vivenciando.
Não é uma questão de ser fraca, apenas uma opção de não compartilhar a dor sentida nesses últimos tempo, por diversos motivos. Sinto-me incapaz, com medos, receios, decepcionada, magoada, mal amada, má interpretada...
É uma sensação de impotência incrível! Tenho a sensação de que tudo que faço dar errado e nasci para não ser feliz, pois fazendo um balanço da minha vida, vejo que o saldo é altamente negativo. Culpa minha? Claro que sim. Colhemos o que plantamos. Dei vôos altos, não me preocupei com as consequências, paguei pra ver e confesso que não estou conseguindo segurar o tranco.
Incrédula? Sim! Culpando Deus? Jamais! Existe o livre arbítrio. Deus quer me ver feliz e não esse caco humano em que me transformei. Nada dramático, mas infelizmente é isso que me tornei e sei que mais cedo ou mais tarde vou cair de vez, sacudir a toalha e escolher talvez o caminho mais difícil e covarde. Falo difícil porque sei que sair de cena com 03 filhos nas costas não é uma tarefa fácil, mas atualmente pra mim é o que mais me cabe no momento.
Estou sem chão, sem objetivos, decepcionada com as pessoas. Há mais de um ano atrás, me vi cercada de pessoas chorando ao pé do meu leito,  fazendo juras de amor, cumplicidade, e o pior, me enxergando de fato como uma pessoa que estava doente. Só que ao sair daquele quadro crítico, todas àquelas pessoas esqueceram que curei o choque séptico, a sara, mas a minha alma, mente e até mesmo a parte física ainda se encontra MUITO doente. Quiseram livrar-me da morte, mas a pior morte é aquela enquanto estamos vivas. Só não morri de fato, mas o meu corpo padeceu desde sempre e nada nem ninguém será capaz de fazer-me crer que a felicidade ainda baterá à minha porta. Nada nem ninguém me fará acreditar naquelas frases feitas de que ''tudo passa'', fecha-se uma porta, ''abre-se uma janela''... E por ai vai.
Permitam-me fechar a cortina da peça da minha vida. Não quero mais. Permitam-me!!! Não estou desequilibrada, revoltada, apenas CANSADA!
Saio de cena para tentar encontrar PAZ e se conseguir, garanto trilhar para todos os caminhos que percorri para alcança-la.

Marília Ramos

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