Marília Ramos, prazer!
Considero-me uma pessoa razoável. Não tenho grandes planos, mas tenho em mente alguns projetos a serem concretizados.
Sou amiga, ah, isso sou MESMO, mas tenho poucos amigos. Adoro família e gosto bastante receber pessoas em minha casa, sendo assim, nota-se que sou sociável.
Às vezes me engasgo com um gole de água em compensação consigo engolir tantos elefantes... Poxa, durante grande parte da minha vida engoli sapos, elefantes e matei milhões de leões.
Considero-me boa de papo. Sei ser engraçada e ao mesmo tempo consigo passar seriedade nas palavras ditas.
Tenho uma auto-estima no limite. Não me considero uma pessoa feia, mas sei de todos os meus defeitos físicos e tento sempre aperfeiçoá-los com ajuda da tecnologia. Outro dia ouvi alguém dizer que não existem pessoas feias, existe pessoas sem dinheiro e achei que tem um fundo de verdade, pois pense como eu era feinha. Tenho fotos que escondo por que até eu mesma não acredito que eu era assim rsrsrs
Não sou fútil e sei que muitos acham. Sento-me no bar mais vagabundo a um restaurante refinado, mas não costumo perder a classe, pois sou o que sou em qualquer lugar e modesta parte acho que sei entrar e sair de qualquer ambiente. Gosto de me arrumar, sou extremamente vaidosa, talvez pra alguns isso seja futilidade, mas sou assim e não vou mudar meu modo de ser para agradar gregos e troianos.
Tenho vários defeitos. Sou daquelas pessoas que não gosta muito de ouvir NÃO e o pior, quanto mais me dizem pra não fazer, tem uma “vozinha” lá no meio da minha mente dizendo: Faça, faça...
Vou citar mais alguns defeitos, afinal falei que tinha vários:
Estressada, ciumenta, TPM ao extremo, possessiva, impaciente, muito exigente comigo mesma , às vezes me deprimo por bobagens, insegura, apesar de passar bastante segurança, na verdade tenho audácia, pago pra ver e já paguei preço alto por muitas vezes ter feito isso.
Mudando o foco dos meus defeitos agora vou falar da Marília que poucos conhecem na essência:
Uma das coisas que mais gosto de mim é o carisma e a vontade de ajudar ao próximo. Não só ajuda financeira, mas sempre de procurar ouvir ou uma palavra a dizer no momento certo.
Curto demais meu aniversário. Pra mim é o dia mais importante do ano. Como dou valor as mensagens dos amigos, as ligações carinhosas e ser o centro das atenções naquele dia que denomino ser só meu.
Não sou hipócrita e sei quando meto o pé na jaca e o melhor, sei reconhecer e voltar atrás, pedir desculpas... Considero isso humildade.
Fui uma criança mimada. Hoje poderia ter motivos suficientes para ser um saco, mas ao contrário disso, consegui superar esse excesso de carinho e me transformar em uma pessoa que não tem absolutamente nenhuma, (usando um palavreado chulo) frescura.
Gosto de animais, adoro crianças e curti muito meus filhos quando pequeninos. Sou alto astral, embora às vezes uso da tal técnica de rir para não chorar, não sei se isso é um defeito ou qualidade, mas disfarço muito bem.
Tem dias que acordo e me pergunto: O que vou fazer hoje para tornar meu dia feliz? Ou então, queria tanto ficar dormindo e não encarar esse mundinho afora, mas logo vem na cabeça a nossa amiga “responsabilidade” que me faz dar um pulo da cama e correr atrás do pão de cada dia.
Uma coisa que estou tentando no momento é ser organizada. Organizada no sentido quarto, guarda roupa, bolsas, sapatos... Isso confesso que estar me fazendo muito bem, porque estou conseguindo me desprender de coisas que servem para outras pessoas. Meu “closet” entulhado de roupas, sapatos que não uso, mas lá, guardado. Pra que meu Deus? Daí resolvi me desfazer desse meu lado mesquinho e VIVA! Consegui!
E os meus filhos? Como os vejo? Primeiro me sinto tão responsável por eles, poxa vida, como me preocupo com essas criaturinhas que saíram do meu ventre. Apesar de todos os pesares acho que dei sorte. Há mais de 10 anos me separei e acabei no papel de pai e mãe e essas duas funções aliada ao trabalho fora e dentro de casa, não é pra todo mundo não, por isso já errei muito por excesso e até mesmo fui omissa em alguns momentos, mas cá pra nós, até atingirmos o ponto máximo da maturidade a gente acaba pecando em alguns pontos, porém continuo afirmando que dei sorte, meus filhos não tem nenhuma coroinha de anjo nas cabeças, mas são adolescentes normais e muitos cúmplices meu.
Agora vou falar do amor. Quantas vezes chorei por um amor não correspondido, ou correspondido, mas traído? Esse segundo é o pior dos choros, por que a traição nos faz se sentir tão pequena, tão inferior e pior, incompetente!!! E daí vem àquela pergunta: Onde foi que eu errei??? Hoje em dia vejo diferente. Hoje uma traição pra mim teria outro efeito, talvez eu olhasse e pensasse: Não sabe o que perdeu meu amor! Convencida? Não, madura.
E a morte? Não consigo aceitar!!! Definitivamente não consigo entender o por quê de ter que morrer. Já li, já ouvi, já tentei entender, mas pra mim é algo assim insuperável. Perdi um irmão, todos sabem disso e até hoje sofro, choro e morro de saudades. Essa hi(e) stória de que ao passar dos anos essa saudade se torna uma coisa amena, gostosa, poupe-me, pois JAMAIS sentirei saudades do meu irmão sem sentir dor. Que tal pular essa parte?
Bem, vamos ao desfecho final:
Sou Marília, pernambucana de nascimento e paraibana de coração. Tenho 03 filhos, um pequeno problema de saúde, mas que sei que vai ser superado, amo a vida, minha família, a Deus sobre todas as coisas e quanto mais caio, levanto e consigo dar a volta por cima, pois sou filha de Seu Geraldo Monteiro Ramos, que me ensinou a ter audácia e determinação e filha de Dona Maria Tereza de Melo Ramos que me mostrou o que é ser gente.
É mole?
É isso ai, muito prazer, Marília de Melo Ramos